13JAN

Qualis-Capes: B4

Gestadi atinge Qualis-CAPES B4 e consolida compromisso com a gestão de conhecimento qualificado

Criada em 2023, a Gestadi – Revista de Gestão e Administração Pública alcançou a classificação B4 no mais recente sistema Qualis-CAPES, resultado que evidencia a consistência e a seriedade das produções publicadas em seus primeiros anos de existência.

O reconhecimento reflete o empenho do corpo editorial, pareceristas e autores na consolidação de um espaço científico voltado à difusão de estudos e práticas que contribuem para o avanço da área de gestão pública e de políticas administrativas.

Com foco na gestão do conhecimento qualificado, a Gestadi reafirma seu compromisso com o rigor acadêmico, a ética editorial e a promoção do diálogo entre a pesquisa e as demandas concretas da administração pública contemporânea. O resultado obtido reforça o papel da revista como um veículo em ascensão no cenário acadêmico nacional.

Gestadi - Revista do Grupo de Estudo de Análise do Discurso
http://www.gestadi.periodikos.com.br/article/doi/10.5281/zenodo.18269677
Gestadi - Revista do Grupo de Estudo de Análise do Discurso
Artigo

‘BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO’: INTERDISCURSO, MEMÓRIA E RECONFIGURAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO DISCURSO BOLSONARISTA

Lucinéia Medrado de Souza Ferreira

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Resumo

O presente artigo analisa as disputas de sentido em torno da categoria direitos humanos no discurso bolsonarista, tomando como eixo a reativação de uma memória discursiva associada ao enunciado “bandido bom é bandido morto”. O objetivo é mapear continuidades e rupturas nas formulações discursivas sobre direitos humanos entre os contextos da campanha eleitoral de 2018, o exercício do governo (2019–2022) e o período posterior, marcado por processos judiciais, prisão e mobilização em torno da anistia (2023–2025). A análise fundamenta-se nos pressupostos da Análise do Discurso de orientação francesa, especialmente nas noções de memória discursiva, interdiscurso e formação discursiva. O corpus é composto por pronunciamentos oficiais, declarações públicas, postagens em redes sociais e reportagens da imprensa nacional. Argumenta-se que o bolsonarismo opera um duplo movimento discursivo: em determinados momentos, deslegitima os direitos humanos como defesa de “bandidos”; em outros, passa a reivindicá-los estrategicamente para seus próprios líderes e apoiadores, reinterpretando-os como instrumentos de proteção contra supostos abusos do Estado. O artigo demonstra, assim, que essas disputas discursivas produzem novos regimes de verdade que buscam naturalizar a violência e redefinir categorias jurídicas e morais no interior do debate.

Palavras-chave

Bolsonarismo; direitos humanos; memória discursiva; interdiscurso; formações discursivas; discurso político; autoritarismo.

References

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Accepted date:
01/16/2026

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